Há tempos atrás, despertamos uma incessante busca pelo impossível que cegou-nos, proporcionando aos nossos olhos e mentes, perceber somente aquilo que queremos ver. As soluções aparecem a nossa frente e se mostram cada vez mais possíveis, porém muitas vezes, percorremos um imenso caminho para chegar a lugar algum. Passamos nossa vida toda procurando soluções mirabolantes para nossos problemas, imaginando que farão epopéias de nossas vidas, onde seremos heróis mitológicos, que viveremos contos de fadas. Será que nosso ego está superestimado? Ou somente carregamos uma bagagem infinita de sonhos e desejos malucos?
Existe um ditado popular que nos fala que ‘a felicidade está nas pequenas coisas’, porém isto só nos faz pensar que nada pode ser tão fácil, ou ‘tudo que vem fácil, vai fácil’, quando na verdade é o oposto. Complicamos demais as coisas, temos problemas simples e divagamos entre equações e hipotenusas, procurando demonstrar o quão somos inteligentes em resolver problemas que pensamos ser difíceis por métodos complicados e esquecemo-nos de simplesmente somar nossos conhecimentos, abrir nossos olhos e enxergar essas soluções nos rodeando há tempos.
Ouvi uma música onde nos diz que existe um herói dentro de nós, mas por que herói? Será pela nossa capacidade de agüentar coisas inimagináveis? Dores insuportáveis? Cortes sem cicatrização? Ou por causa de buscarmos sempre sermos os melhores e demonstrar isso perante todos? Somos heróis para os outros e pessoas normais para nós mesmos? Criamos um senso de defesa, onde ninguém entra, onde nada atravessa, mostramo-nos imponentes e altivos, quando, muitas vezes, estamos no fundo do poço?
Agora, eu lhes pergunto, porque a opinião do outro é tão importante para que sejamos alguém? Par a que tenhamos reconhecimento sobre nossas ações e atitudes?
O que você realmente está buscando?
Seis Dias Naquela Primavera
Há uma semana


